Cada vez penso mais em ti, e sei que cada vez mais irei sentir tua falta...falta dos teus beijinhos nas minhas bochechinhas gordinhas, do teu sorrisinho maroto e sobretudo dos teus abraços que só tu davas...
Saudades do barulho da tua canadiana misturado com o som da tua, também, muleta.
Adorei-te, adoro-te e adorar-te-ei, pena nunca to ter dito, pena nos termos separado na idade em que finalmente percebia que nem tudo o que parecia era... e que não eras o culpado maioritário do nosso afastamento, sim!
Porque eu sempre pensei que não era culpa da pessoa que a gente sabe, sabes não é?
Eu sei que sim... nem sobre isso chegámos a falar, porque fugiamos de alguns assuntos antigos como o diabo da cruz... mas errá-mos!
Da tua cara, do teu maravilhoso cabelinho branco... tanta coisa, que eu nunca me esquecerei e muito menos daqueles raros momentos... daqueles momentos em que falávamos de tudo não era?
Como me poderei esquecer do teu sorrisinho malandro e da tua carinha protectora quando falava-te de algum amigo meu... pensavas logo, noutras coisas, agora é que íamos poder passar por momentos engraçados, porque agora sim terias razões para te preocupar, porque agora sim, já sou uma mulher...
Às vezes sou mais uma criancinha...
Não há palavras para descrever o que sinto por ti, e quando penso em ti é tão doloroso, mas ao mesmo tempo tão lindo!
Não eras muito feliz nos teus últimos anos de vida, pois não?
Então vou-te contar o segredo tal como tu... nos últimos anos, também não tenho sido feliz, porque saí de ao pé das duas pessoas mais importantes para mim, e sabes quem eram não sabes? Tu e o teu filho mais novo... quem me dera ainda vos ter aqui... sim porque como sabes ele já está perto de ti, o que me alegra é que tenho a certeza que vocês aí onde estão podem ser muito mais felizes do que eram cá em baixo...
Ultimamente, não sorrias muito e eu sei muito bem qual era o teu problema!
Mas, quando sorrias era genuíno, tal como as palavras que acabei de escrever sobre ti...
Da tua sempre netinha,
Rita